Comparativo - Ténéré 250 ou XRE 300 ?

Aqui estarão reunidas todas as informações a respeito da Ténéré 250
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vdfritz
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Re: Comparativo - Ténéré 250 ou XRE 300 ?

Mensagem por vdfritz » 17 Out 2014, 16:39

opinião: rodar totalmente no álcool não vai garantir que o cabeçote não tenha trinca, e dependendo da cidade vai tomar um prejuizo botando alcool também
acho que só deveria comprar xre inocentes que não sabem desse problema crônico

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Re: Comparativo - Ténéré 250 ou XRE 300 ?

Mensagem por diegonunes » 17 Out 2014, 16:50

Calma aê.

O álcool pra ser queimado precisa de mais energia e essa energia no caso é a térmica. Normalmente, em motores flex por serem mais taxados utilizam velas mais frias.

Como a XRE não alterou sua taxa de compressão, é preciso garantir que o motor perca menos calor para que se queime o álcool de modo mais eficiente. Na prática, motores a álcool aquecem mais a câmara de combustão, é por isso que as sedes de válvulas deste motor a partir de 2013 foram modificadas.

Um fato engraçado é que a Honda prolongou a quilometragem para verificar a folga de válvulas e isso vai completamente em desencontro com a necessidade. Se vocês compararem o manual de carros somente a gasolina com flex que utilizam tucho mecânico (como na XRE), os flex tem intervalos de verificação menores, rs.

E não para por ai. Além do aquecimento, o álcool é mais corrosivo e seco, colocando as sedes de válvulas e válvulas em condições mais severas de uso.

O defeito do cabeçote pra mim é estrutural. Se fosse super aquecimento, a gente teria outros problemas além da trinca.

Recadinho do ADG:

http://www.youtube.com/watch?v=w3EfO3hSevo" onclick="window.open(this.href);return false;
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Re: Comparativo - Ténéré 250 ou XRE 300 ?

Mensagem por Luiz Koudela » 17 Out 2014, 17:37

Meu amigo comprou uma 2013/2014 0km e apresentou o problema...

Luiz Koudela
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http://www.poraiviajandodemoto.blogspot.com.br/


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Re: Comparativo - Ténéré 250 ou XRE 300 ?

Mensagem por Thales » 17 Out 2014, 18:36

Diego,

Essa questão do combustível pesou em minha avaliação na hora da compra. Este foi o meu raciocínio, com base em simples pesquisas pela web. Está correta esta linha de pensamento?

"Eu acho que não rodaria no álcool com o misterioso motor 300 da Honda. Não pelo menos no dia-a-dia. É que como faço distâncias muito curtas, a temperatura ideal de funcionamento do motor não seria atingida nunca. Resultado: consumo alto, desgaste e possíveis engasgos. Talvez o etanol compensasse em viagens, mas, ainda assim, restaria saber como fica a temperatura do cabeçote com este combustível depois de horas de pilotagem."

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Re: Comparativo - Ténéré 250 ou XRE 300 ?

Mensagem por kablack » 17 Out 2014, 23:57

diegonunes escreveu:(...) Como a XRE não alterou sua taxa de compressão, é preciso garantir que o motor perca menos calor para que se queime o álcool de modo mais eficiente.
diegonunes escreveu:Na prática, motores a álcool aquecem mais a câmara de combustão, é por isso que as sedes de válvulas deste motor a partir de 2013 foram modificadas.
Não entendi. Porque é que a Honda "precisa garantir que o motor perca menos calor" se "motores à álcool aquecem mais a câmara de combustão"?

Ou aquece mais e o calor pode ser "perdido" ou aquece menos (e ai você concorda comigo) e o calor não pode ser "dispensado".

#######

Você tem certeza que o etanol aquece mais a câmara de combustão?

De onde você tem essa informação?

Pelo que sei a temperatura de ignição do metano (GNV) é de cerca de 650ºC, da gasolina 300ºC e a do álcool 200ºC, sendo que as câmaras de combustão mais quentes são as dos motores Diesel que podem chegar aos 1.000ºC.

Os poderes caloríficos típicos da gasolina e do etanol são, respectivamente, 9600 e 6100 kcal/kg.

Não podemos esquecer que o etanol vendidos nos postos e hidratado (e não anidro) contendo 5% de água.

Desta forma, acredito que a temperatura da câmara de combustão, especialmente das válvulas de escapamento, que são a parte mais quente de um motor ciclo Otto, sejam consideravelmente mais frias em um motor movido à etanol.
diegonunes escreveu:E não para por ai. Além do aquecimento, o álcool é mais corrosivo e seco, colocando as sedes de válvulas e válvulas em condições mais severas de uso.
Concordo que a gasolina e especialmente o óleo Diesel tem algum poder de lubrificação nas válvulas dos motores. Contrário do Etanol e, especialmente, do GNV que é muito seco. Mas o motor pode prescindir desta lubrificação para funcionar. Se assim não fosse como funcionariam os motores à gás?
diegonunes escreveu:O defeito do cabeçote pra mim é estrutural. Se fosse super aquecimento, a gente teria outros problemas além da trinca.
Penso que o problema do motor da XRE é sim, em parte, estrutural. Diminuíram o diâmetro da vela para aumentar a robustez do cabeçote.

Mas... A conta que não fecha para mim são as exigências do PROMOT com motores de refrigeração à ar.

A exigência de motores menos poluentes obriga os engenheiros a diminuir a quantidade de gasolina injetada para a mesma quantidade de ar. Isso gera uma mistura mais pobre que, automaticamente, resulta em uma temperatura de motor maior. Especialmente no cabeçote.

Quando este motor e movido à etanol, pelo simples fatos do volume de combustível injetado ser 30% maior, somado ao menor poder calorífico do álcool e maior quantidade de água resultante da queima e o fato do combustível ja carregar 5% de água, temos, uma menor temperatura na câmara de combustão.

Ou não?

Quanto ao ADG... Deixa ele vender serviço da oficina FIAT dele lá em BH e ser feliz. Nunca vi novidade nenhuma nos vídeos dele, sempre mais do mesmo...
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Re: Comparativo - Ténéré 250 ou XRE 300 ?

Mensagem por diegonunes » 18 Out 2014, 11:20

kablack escreveu: Não entendi. Porque é que a Honda "precisa garantir que o motor perca menos calor" se "motores à álcool aquecem mais a câmara de combustão"?

Ou aquece mais e o calor pode ser "perdido" ou aquece menos (e ai você concorda comigo) e o calor não pode ser "dispensado".
Pode ser que tenha havido algum erro de interpretação, talvez pela forma rápida que escrevi.

Quando citei a necessidade de perder menos calor, quis dizer que você está certo em dizer que o álcool aquece menos a câmara de combustão, graças ao seu menor poder calorífero.

Logo, a vela mais quente passou a ser usada para garantir que a temperatura alta seja mantida.

Lembre-se também que quando a IE "reconhece" o álcool, o mapa de injeção é alterado. Nesse ponto, além do maior tempo de injeção de combustível, o ponto de ignição é avançado. É por isso que a Honda declara mais potência quando se utiliza a moto com etanol. Mesmo que se aumente 30% do volume de combustível (etanol), se não ocorrer avanço, o motor não teria ganho de potência. Avanço de ignição gera mais calor, obviamente.
kablack escreveu: Concordo que a gasolina e especialmente o óleo Diesel tem algum poder de lubrificação nas válvulas dos motores. Contrário do Etanol e, especialmente, do GNV que é muito seco. Mas o motor pode prescindir desta lubrificação para funcionar. Se assim não fosse como funcionariam os motores à gás?
O fato dele ser movido a etanol ou GNV não implica dizer que o motor não irá funcionar bem, irá, a questão levantada é a relação do combustível com a durabilidade do motor. A redução da vida útil e maior necessidade de manutenção dos motores a GNV e em segundo plano a Etanol é realidade, essas condições são oriundas das características dos combustíveis citados.
kablack escreveu: Penso que o problema do motor da XRE é sim, em parte, estrutural. Diminuíram o diâmetro da vela para aumentar a robustez do cabeçote.

Mas... A conta que não fecha para mim são as exigências do PROMOT com motores de refrigeração à ar.

A exigência de motores menos poluentes obriga os engenheiros a diminuir a quantidade de gasolina injetada para a mesma quantidade de ar. Isso gera uma mistura mais pobre que, automaticamente, resulta em uma temperatura de motor maior. Especialmente no cabeçote.

Quando este motor e movido à etanol, pelo simples fatos do volume de combustível injetado ser 30% maior, somado ao menor poder calorífico do álcool e maior quantidade de água resultante da queima e o fato do combustível ja carregar 5% de água, temos, uma menor temperatura na câmara de combustão.

Ou não?
Parece que o único motor que não suporta as exigências do PROMOT é o 300cc da Honda, já percebeu né? hehehe. Desde 2006 o motor 250cc da Yamaha está presente no mercado, quantos deles você viu ou ouviu dizer que teve problema com aquecimento?

Não sei se é novidade pra você, mas o motor 250cc da Honda, presente nas TW e Tornado (CARBURADOS) já sofriam com trincas no cabeçote.

O problema é que a Honda cria motores Frankenstein, ou seja, pegar um motor menor, faz maquiagem e lança como novo. A quantidade de reclamações com os motores 150cc e 300cc da marca não está no gibi, é fora de série.

Já a Yamaha (não sou fã boy), lança uma moto 150cc com motor reformulado, são as Fazer 150cc e Crosser 150cc. Eu duvido trincar cabeçote, assim como nos 250cc.

Mas a Honda tem projetos maravilhosos também, a Hornet é um deles. A Biz e POP 100, alguém já viu essas motos quebrar motor? Até com óleo de cozinha esses pequenos valentes funcionam, durabilidade fora de série.

Voltando aos 300cc, olha essa imagem:

Imagem

O motor trabalha a vida toda num limite técnico absurdo, temperatura é só um pequeno detalhe no contexto defeituoso, ou melhor, do mal projeto desse motor. O motor é naturalmente sensível, não há como fugir disso.

Eu acredito piamente que a sensibilidade do motor tenha diminuído com a adoção da vela de 10mm, coisa que eu venho batendo cabeça desde 2011 no fórum XREOnline. Muitos me criticavam por lá, achavam que eu estava queimando a moto à toa, até expulso fui, hilário, kkkkkkkk. Foi engraçado quando meu cadastro foi reativado, pois naquele momento a Honda tinha lançado a versão dos motores com vela mais fina e bomba de combustível dentro do tanque, do jeitinho que eu tinha dito por lá, rs.

O ruim disso tudo é que o motor continua sem a robustez necessária e o fato de usar álcool não me abre os olhos. Apesar do volume de etanol ser maior e se poder calorífero ser menor, temos uma vela mais quente e um avanço de ignição maior, sem contar com as propriedades destrutivas desse combustível.

Mas continuo acompanhando, tenho um apreço danado pelo conjunto da moto.

:thumbup:
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Re: Comparativo - Ténéré 250 ou XRE 300 ?

Mensagem por kablack » 18 Out 2014, 15:19

Diego;

Concordo com 100% do seu post acima.

Infelizmente vamos ter que aguardar a XRE mudar.

Quem sabe a Honda não traz a CB 300 F com refrigeração liquida? E uma trail com o motor dela para andar nos buracos aqui do Congo?

Você me convenceu, que abastecê-la com álcool não será a solução. :thumbdown:

Obrigado e um abraço.
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Re: Comparativo - Ténéré 250 ou XRE 300 ?

Mensagem por ivojoseaug » 18 Out 2014, 16:29

diegonunes escreveu:
Mas a Honda tem projetos maravilhosos também, a Hornet é um deles. A Biz e POP 100, alguém já viu essas motos quebrar motor? Até com óleo de cozinha esses pequenos valentes funcionam, durabilidade fora de série.

:thumbup:
Pode botar a nc700x na lista, não troco, não vendo, só empresto pra ver a cara dos outros babando...na itália, desmontaram o motor com 50.000 e não tinha uma vírgula fora do lugar. O unico ponto fraco do motor parece ser os discos de embreagem, que tendem a superaquecer, por motivos ainda não bem esclarecidos (talvez a empolgação do condutor?) e de forma pontual.

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Re: Comparativo - Ténéré 250 ou XRE 300 ?

Mensagem por diegonunes » 18 Out 2014, 19:17

Pois é.

Quando trouxerem de uma vez por todas o motor 300cc refrigerado, ai sim teremos um projeto padrão Honda Japan. Além de mais seguro, eficiente e robusto, será possível extrair mais potência, certamente.

Ivo, a NC700 tem um motor incrível mesmo. Além de ser muito bem construído, sua característica de funcionamento (baixa rotação) garante uma vida útil muito, muito longa mesmo.

Uma motoca que me cativa bastante hoje é a CB 500 X. Vou fazer um teste drive nela estes dias, tô preocupado com as lombrigas. Se elas gostarem da moto, ferrô, rs.
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Re: Comparativo - Ténéré 250 ou XRE 300 ?

Mensagem por Luiz Koudela » 18 Out 2014, 21:27

A NC700x tem o mesmo motor (1/2) do honda Fit!!! Consagrado...
Luiz Koudela

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